Iniciando o compartilhamento das minhas viagens pelo Brasil, conhecendo seus encantos, e principalmente, sua aves.
Meu nome é Mário, sou policial militar da reserva desde 2016, e a partir de então, eu buscava algo que pudesse acalmar o meu espírito, diante da brusca alteração da minha rotina diária. De um dia-a-dia cheio de afazeres, perigos, incertezas, planejamentos a executar, a planejar, a redimensionar, atividades administrativas concomitentes e paralelas a realizar, para uma total ausência do que fazer.
À primeira vista, parece um óasis, uma quimera, uma maravilha. Mas se a gente não se prepara adequadamente para viver sadiamente a nossa aposentadoria, o cérebro pode entrar em pane, e descencadear problemas sérios como ansiedade, síndrome do pânico e até depressão. Experimentei, infelizmente um desses sintomas, e somente quando encontrei, primeiramente a fotografia, e num segundo momento, a fotografia de aves, foi que a minha saúde mental foi definitivamente restabelecida. E não foi uma busca rápida, demorei seis anos para encontrar o que realmente me preenchia e me fazia bem. Somente em 2022 foi que finalmente a fotografia veio como a melhor terapia para a minha mente, meu corpo e minha alma. Paralelamente a isso, também resgatei a minha espiritualidade e minha conexão com Deus, autor de todas as maravilhas que vemos na natureza. Mas o foco aqui é outro, quem sabe faço um outro blog para isso rs.
Hoje meus planejamentos para viagens giram, invariavelmente, pelas novas espécies que intenciono registrar. E dessa forma, conhecendo novas espécies, também vou conhecendo novos lugares, novos profissionais, novas experiências.
E assim é que, doravante, pretendo, sempre que o tempo permitir, dividir com quem tenha esse interesse em comum, alguns relatos das minhas experiências nessa atividades. As primeiras muito provavelmente estarão incompletas sem muita riqueza de detalhes face ao lapso temporal decorrido. Quando comecei, não tinha isso em mente. E somente agora, decorridos quase dois anos de birdwatching (atividade de observar aves) foi que me dispus a fazer esses relatos.
Comecei tirando fotos de tudo. De esportes, de eventos e daí fui fotografar a natureza. Fotografafa paisagens, cachoeiras, florestas, e, eventualmente, aves. Mas, a partir do momento em que comecei a ver mais aves aparecendo nas minhas fotos, mais interessado em imergir nesse mundo eu ficava. Incialmente eu tinha lente para todos os gostos, 24mm, 50mm, 24-105mm, 75-300m, até as teleobjetivas 150-600mm da sigma e a 100-400mm da canon. Quanto mais me interessava pelas aves, menos lente eu tinha no meu setup. Até chegar ao ponto de hoje, nesse momento em que escrevo nesse blog, onde me encontro com apenas as teleobjetivas, e uma 24-105mm para os raros momentos em que alguma ave distraída pousar muito próxima de mim rs.
Nessa foto, por exemplo, já aparecia um carinha voando, um quero-quero, se não me engano. Mas ainda tirava muitas fotos de montanhas, matas, cachoeiras e afins... Local de registro: Jardim Botânico de Juiz de Fora.
Nas próximas postagens, estarei compartilhando experiências e fotos desses seres que nos encantam por deveras. Até lá!

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